Seguindo Estrelas Os Paralamas do Sucesso
Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê,e não vê
Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê
Já não consigo não pensar em você
Já não consigo não pensar em você
25 agosto 2010
21 junho 2010
Sou apenas um tolo
As vezes nos preocupamos com pequenas coisa
e nos esquecemos da coisas mais importante da vida,nos.
Sofremos por pequenas coisas
e deixamos de sofrer por coisas realmente importante,nos.
Apegamos por coisas fúteis e sem valor
e esquecemos de dar valor a uma coisa importante,nos.
Amamos coisas materiais
e deixamos de amar a nos mesmo.
Por isso descobri que não sou um ser humano
sou apenas mais uma matéria ocupando mais um lugar no espaço.
Descobri porque sofro por pequenas coisas,
para achar algo realmente importante para sofrer.
Descobri porque me apego a coisas fúteis,
tentando achar algo realmente importante para me apegar.
Descobri porque amos coisas materiais,
tentando achar algo que me ame,
e achei algo que acho que me ama,
VOCÊ.
As vezes nos preocupamos com pequenas coisa
e nos esquecemos da coisas mais importante da vida,nos.
Sofremos por pequenas coisas
e deixamos de sofrer por coisas realmente importante,nos.
Apegamos por coisas fúteis e sem valor
e esquecemos de dar valor a uma coisa importante,nos.
Amamos coisas materiais
e deixamos de amar a nos mesmo.
Por isso descobri que não sou um ser humano
sou apenas mais uma matéria ocupando mais um lugar no espaço.
Descobri porque sofro por pequenas coisas,
para achar algo realmente importante para sofrer.
Descobri porque me apego a coisas fúteis,
tentando achar algo realmente importante para me apegar.
Descobri porque amos coisas materiais,
tentando achar algo que me ame,
e achei algo que acho que me ama,
VOCÊ.
07 junho 2010
14 maio 2010
QUANDO
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Sofri, chorei, tanto que nem sei
Tudo o que chorei por você, por você
Quando você se separou de mim
Eu pensei que ia até morrer
Depois lutei tanto pra esquecer
Tudo o que passei com você, com você, com você
E mesmo assim ainda eu não vou
Dizer que já te esqueci
Se alguém vier me perguntar
Nem mesmo sei o que vou falar
Eu posso até dizer
Ninguém te amou o tanto quanto eu te amei
Mas você não mereceu
O amor que eu te dei
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Agora eu nem quero lembrar
Que um dia eu te amei e sofri e chorei
Eu te amei e chorei
E mesmo assim ainda eu não vou
Dizer que já te esqueci
Se alguém vier me perguntar
Nem mesmo sei o que vou falar
Eu posso até dizer
Ninguém te amou o tanto quanto eu te amei
Mas você não mereceu
O amor que eu te dei
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Agora eu nem quero lembrar
Que um dia eu te amei e sofri e chorei
Por você eu chorei
Por você eu chorei
Eu sofri...
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Sofri, chorei, tanto que nem sei
Tudo o que chorei por você, por você
Quando você se separou de mim
Eu pensei que ia até morrer
Depois lutei tanto pra esquecer
Tudo o que passei com você, com você, com você
E mesmo assim ainda eu não vou
Dizer que já te esqueci
Se alguém vier me perguntar
Nem mesmo sei o que vou falar
Eu posso até dizer
Ninguém te amou o tanto quanto eu te amei
Mas você não mereceu
O amor que eu te dei
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Agora eu nem quero lembrar
Que um dia eu te amei e sofri e chorei
Eu te amei e chorei
E mesmo assim ainda eu não vou
Dizer que já te esqueci
Se alguém vier me perguntar
Nem mesmo sei o que vou falar
Eu posso até dizer
Ninguém te amou o tanto quanto eu te amei
Mas você não mereceu
O amor que eu te dei
Quando você se separou de mim
Quase que a minha vida teve fim
Agora eu nem quero lembrar
Que um dia eu te amei e sofri e chorei
Por você eu chorei
Por você eu chorei
Eu sofri...
sofrimento de uma pessoa q esta cansada de sofrer
Se você pensa que meu coração é de papel
não vá pensando pois não e
ele é igualzinho ao seu
e sofre como eu
porque fazer chorar assim a quem lhe ama
se você pensa em fazer chorar a quem lhe quer
a quem só pensa em você
um dia sentirá
que amar é bom demais
não jogue o amor ao léu
meu coração que não é de papel
porque fazer chorar
porque fazer sofrer
um coração que só lhe quer
o amor é lindo eu sei
BIS
e todo eu lhe dei
você não quis
jogou ao léu
meu coração que não é de papel
não é ah ah
meu coração que não é de papel
não vá pensando pois não e
ele é igualzinho ao seu
e sofre como eu
porque fazer chorar assim a quem lhe ama
se você pensa em fazer chorar a quem lhe quer
a quem só pensa em você
um dia sentirá
que amar é bom demais
não jogue o amor ao léu
meu coração que não é de papel
porque fazer chorar
porque fazer sofrer
um coração que só lhe quer
o amor é lindo eu sei
BIS
e todo eu lhe dei
você não quis
jogou ao léu
meu coração que não é de papel
não é ah ah
meu coração que não é de papel
22 março 2010
20 março 2010
Pela luz dos olhos teus
Pela luz dos olhos teus
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinícius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
Vinícius de Moraes
a vida e foda...
olha o gnomo se apaixonado de novo... tomara q nao tome no cú nessa historia,porra toda vez eu falo "hj eu falo pra ela oq sinto"mas no fim so falo merda... e meu deus me ajuda com essa guria... agora nao sei se deixo esse sentimento fluir ou saiu fora duvida cruel..
Quero ser teu par
Quero te beijar toda, eternamente,
Experimentar teu maior sorriso,
Sentir-te molhar onde ninguém sente
E poder te amar, sem nenhum juízo.
E nos conjugar sempre no presente,
E fazer do lar nosso paraíso
(Nada a separar laços entre a gente).
Quero ser teu par, tudo o que preciso.
És o caminho sem o qual sou nada.
Versos a cantar, nunca dantes ditos,
Ante o teu olhar, cantam mais bonitos.
Deixa eu segurar tua mão na estrada
E, em qualquer lugar, tu serás amada:
Terra, céu e mar, sonhos infinitos.
Bernardo Trancoso
Quero ser teu par
Quero te beijar toda, eternamente,
Experimentar teu maior sorriso,
Sentir-te molhar onde ninguém sente
E poder te amar, sem nenhum juízo.
E nos conjugar sempre no presente,
E fazer do lar nosso paraíso
(Nada a separar laços entre a gente).
Quero ser teu par, tudo o que preciso.
És o caminho sem o qual sou nada.
Versos a cantar, nunca dantes ditos,
Ante o teu olhar, cantam mais bonitos.
Deixa eu segurar tua mão na estrada
E, em qualquer lugar, tu serás amada:
Terra, céu e mar, sonhos infinitos.
Bernardo Trancoso
16 março 2010
Tipos De Gótico

Tradicional Goth/Darkwaver
O estilo mais comum e mais difundido. Veio da década de 80, com fortes traços do visual punk.
Eles costumam gostar de bandas mais tradicionais da cena, como Bauhaus, Sisters of Mercy, Clan of Xymox antigo. Seria, dentro do contexto darkwave, a ala “old school”. Em geral tendem a não considerar muito a existência do electrogoth ou não gostar muito daquela coisa de “ebm-industrial-synthpop” que muitas bandas acabam assumindo.
Visualmente remetem ao visual post-punk, com o uso de muito preto, maquiagem e penteados espetados, influenciados por toda a leva de bandas dos anos 80. Costumam também mesclar roupas de sado-masoquismo, roupas antigas (como sobretudos, capas e vestidos longos), coturnos, roupas de couro (como jaquetas) e jóias prateadas.

Deathrocker
O deathrock é a parte da música darkwave mais ligada ao punk. Por conta disso seus fãs mais ardorosos tendem a parecer punks, mas com uma roupagem mais sombria e sinistra.
Grandes nomes do estilo, com Christian Death, Specimen, Alien Sex Fiend são sempre ícones para esse tipo de fã. Bandas novas, como Bloody Dead and Sexy e Tragic Black mostram que o estilo ainda vive e possui energia.
O visual deathrocker é punk. Roupas rasgadas, cabelos moicanos, brincos, coturnos e outras coisas do guarda-roupa punk. É muito fácil confundir um deathrocker com um punk, a primeira vista. Também possuem uma forte preferência por filmes de terror, sobretudo aqueles de baixa produção.

Rivethead
Esse grupo é composto por fãs de música industrial.
Os rivet, em geral, tendem a rejeitar a cena gótica, não gostando muito da sua associação com a mesma. Um número considerável deles sequer gosta de darkwave ou alguma coisa relacionada ao gótico propriamente dito.
Ouvem bandas como Wumpscunt e Skinny Puppy, que vêm da cena EBM ou grupos de metal industrial/rock industrial, como Nine Inch Nails e Rammstein. Há dentre eles o pessoal que curte o industrial mais cru e verdadeiro, com Terminal Choice e Throbbing Gristle.
Seu estilo visual se pauta em roupas com aspecto mais futurista, como sobretudos no estilo do filme Matrix e adereços militares/metalizados. Seus penteados tendem a refletir um estilo mais direto, reto, sem muitos detalhes. Dentro do seu visual adota vestimentas como uniformes, luvas, máscaras industriais etc.

Cybergoth
O cybergótico nasce dentro de uma cena eletrônica.
Suas roupas são bem diferentes das roupas do gótico tradicional, com cores fluorescentes, néon, misturados com alguma coisa escura. Seu vestiário usa e abusa de temáticas futuristas, pegando idéias até mesmo dos filmes de ficção cientifica.
As bandas proeminentes para esse tipo de gótico são da cena eletrônica. Muitos sequer ouvem alguma coisa próxima do darkwave, exceto talvez por uma banda ou outra. Ouvem muito EBM, Industrial, Synthpop, Futurepop, Noise. Bandas como Das Ich, Front 242, Assemblage 23, Android Lust etc.

Kinder Goth ou Baby Goth
São pessoas, em geral adolescentes, que estão descobrindo a cena. Muitas vezes discriminados pela pressão dos pais e dos colegas, acabam muitas vezes sendo chamados de paga-paus e coisas do tipo. Muitos góticos passam por esse estágio antes de entrarem de cabeça na cena. Em geral começam conhecendo uma banda ou outra e bandas que vendem como se fossem góticas. Em alguns casos começam também a curtir alguma coisa da cena electro, o que tende a gerar tipos ainda mais mistos futuramente.
A mídia costuma rotular esse tipo de gótico como o padrão para o gótico, o que é uma mentira enorme. Ouvem bandas com HIM e Marilyn Manson, que são bandas com uma orientação mais metal. Assim também acontece com Lacrimosa, que seria o mais próximo da cena que eles chegam nesse estágio.
As suas roupas tendem a mostrar um estilo mais voltado ao metal, que é menos extravagante e chamativo. Muitos góticos costumam se referir a essas pessoas como “wannabes”, pela sua postura e por acharem a si mesmos de góticos, mesmo sem pertencer a cena, de fato.

Victorian Goth
Esse tipo surgiu quando os góticos passaram a procurar referência no visual vitoriano. Inspirados em filmes e em livros de romances góticos, vestem roupas como vestidos longos e rendados, luvas, corsets, ternos, casacas, chapéus, bengalas e outros acessórios tipicamente vitorianos.
Não há um tipo de som predominante nesse tipo. Há uma preferência muito grande pelas bandas de gothic rock e darkwave no geral.

UberGoth
Os Uber são aqueles que produzem um visual nos mínimos detalhes. Vestem-se dos pés à cabeça, com muitos acessórios, roupas, maquiagem, tudo para mostrar que visual e estilo andam sempre de mãos dadas.
Em geral tendem a possuir o visual mais requintado e mais bem elaborado dentro da cena.

Medieval Goth
Esse tipo veio com o advento da música medieval dentro da cena darkwave e com a adoção do termo histórico do gótico.
Essas pessoas possuem um senso de história muito grande e adotam esse conhecimento no seu visual. Roupas simples, vestidos e pouca maquiagem fazem do estilo medieval uma faceta um tanto quanto “fora’ dos outros estilos. Procuram sempre por histórias do período medieval e renascentista. Em termos gerais têm por medieval algumas revisitações do estilo renascentista.
Costumam ouvir bandas que mesclem música medieval com algum ritmo folk e também grupos de ethereal/dreampop. Bandas com Dead Can Dance, Enigma, Faith and the Muse, Qntal, Love Spirals Downwards. Lovespirals, Love is Colder Than Death etc.

Fetish Goth
Uma das tendências dentro da cena gótica é a moda fetichista. É sabido que essa moda já era bem grande na década de 80. E esse tipo é um desdobramento do que já e via nos clubes ingleses, como o batcave.
Em geral a temática abordada por esse tipo é sempre ligado ao sado-masoquismo. Roupas de couro ou de vinil, correntes, algemas e tudo aquilo que se pode imaginar dentro desse tema. Sonoramente tendem a gostar de algo mais eletrônico, como Depeche Mode. Esse estilo está mais ligado a um comportamento sexual do que um comportamento musical propriamente dito. Esse estilo também abusa do nível de sensualidade, muitas vezes até mesmo provocante.
Evidentemente que existem outros tipos, como o Vampire Goth (que é uma versão do Victorian ligado ao tema do vampirismo), o Goth Corp (que são pessoas que usam um ou outro detalhe da moda gótica mesclada a roupas sociais), o Geek Goth (que é aquele mais voltado a temas literários e filosóficos), entre muitos outros.
Nem todos os tipos são exatamente como descritos aqui. Esses padrões costumam aparecer mesclados ou mesmo reinventados, embora com certas restrições (um estilo futurista dificilmente vai se misturar com um medieval, por exemplo). etc.
O Que Define O Gothic Metal

O Gothic Metal se originou do Doom Metal, estilo iniciado com o lançamento do disco "Epicus Doomicus Metallicus" do Candlemass. A sonoridade desse álbum se assemelha a do Black Sabbath, mas com muito mais peso e acompanhado de belos vocais operísticos masculinos. Essa sonoridade também foi seguida pela banda Cathedral, formada pelo ex-vocalista do Napalm Death, Lee Dorrian. Vale lembrar que a banda fundada por Dorrian ajudou também a criar o Doom Death, seguido por bandas como Insanity Reigns Supreme e Novembers Doom.
Isso ocorreu no final da década de 80 e acompanhou a degeneração do movimento gótico. As letras das bandas de Doom Metal eram calcadas na melancolia e no desejo de morte, e também permitiam a mescla de temas como fantasia, ocultismo, entre outros. E sempre seguiam a sonoridade do Black Sabbath. O Candlemass é considerado por muitos críticos uma cópia do grupo inglês de hardrock.
Na década de 90 teríamos uma mudança radical na sonoridade do Doom. As novas bandas que surgiram começariam a se distanciar da proposta sabbathiana e incorporar elementos do metal extremo, como death e black metal. Isso culminou com a sonoridade dada como "padrão" dentro do Doom. Isso foi encabeçado por bandas como My Dying Bride, Katatonia, Opeth, Paradise Lost e Anathema, que pegaram elementos do de outros estilos do metal e mesclaram com a proposta do Candlemass de fazer um som lento e pesado, só que calcado em riffs de metal extremo e vocais urrados. As letras ainda se mantinham melancólicas e com temas mais ligados a morte, suicídio, amores perdidos etc.
Uma dessas bandas, o Paradise Lost, criou as diretrizes sonoras do que viria a ser considerado Gothic Metal. Eles eram calcados no Death Metal, fazendo um híbrido e resultou num Doom/Death, que inspirou muito uma outra banda, o Amorphis. Em 1993 lançaram o EP "Gothic", que anos mais tarde daria nome ao estilo. Aos poucos a banda liderada por Nick Holmes começaria a incorporar sonoridades que os afastaria do Doom. Com o lançamento do cd "Icon" a banda começava a se distanciar das raízes death metal e começaria a ir na direção ao gothic metal. Houve um EP de remixes, o "Gothic", de 1994, que ajudou a dar o nome ao novo estilo, inicado no cd "Icon". Em 1995 teve o lançamento do cd "Draconian Times", que possuía uma sonoridade que não poderia ser chamada simplesmente de Doom. Estava muito diferente, alterada pelas influências do Gothic Rock. Os álbuns seguintes abraçariam uma sonoridade mais eletrônica, usando como referências a músicas do Depeche Mode e algumas coisas da nova onda do gothic rock. O estilo do Paradise Lost influenciou muitas bandas, como To/Die/For, Charon, In Grey, Lacrimas Profundere, Entwine, entre outras. Essas bandas adicionariam outras influências, mas ainda estariam presas ao modelo dado pela banda inglesa. Vale lembrar que alguns deles surgiram exatamente na fase "Draconian Times" e acompanharam também a chegada de outra banda, o Sentenced. Eles nunca foram uma banda de gothic metal. Transitou muito entre o death, o doom e alguma coisa de rock depressivo, mas sem perder os elementos de metal. O som deles, com forte semelhança ao Paradise Lost fase Draconian Times, mais o destaque na mídia mundial os fez serem chamados erroneamente de "gothic metal".

O Type O Negative, embora muitos não reconheçam, também influenciou fortemente na definição da sonoridade. Inicialmente uma banda de doom, em seu cd "Slow, Deep and Hard" eles se valiam de um doom metal com toques de punk rock estilo Misfits e alguns toques de death metal, pelo fato de seu vocal ter sido da banda Carnivore. Mas em seu cd "Bloody Kisses", o Type abordaria uma sonoridade mais soturna, mesclando um vocal extremamente grave (na mesma linha do Sisters of Mercy) com um som lento e pesado, característico do Doom. Contudo, nos cds seguintes a banda usaria de outras sonoridades da música gótica, como o industrial por exemplo, e passaria também não ser somente uma banda de doom. Muito embora muitos ainda achem que eles são doom, sua sonoridade está muito longe daquela sonoridade do doom como ficou conhecida. O Type influenciou muitas bandas também, tais como Poisonblack, Sunseth Midnight, Moonspell, Beseech etc.
Falando no Moonspell, eles também ajudaram e muito a definir a "cara" do gothic metal. Quando surgiu, em 1992, em Portugal, eles tocavam um black metal com nítidas influências do Celtic Frost e gravaram a demo "Serpent Angel", que era a demo deles na época que se chamavam Morbid God. Até 1994 seguiram lançando demos black metal. Em 1995 lançaram o cd "Wolfheart", que se desvinculou das raízes black metal para atingir outra sonoridade. Eles mesclavam música regional portuguesa com metal, mais os vocais guturais/graves de Fernando Ribeiro. As letras passariam a falar de temas como literatura, ocultismo e sobre a noite. Desse cd vem o clássico Vampiria, considerada por muitos o início da fase gótica do Moonspell. O cd "Irreligious" iria entrar mais fundo nas influências góticas e o "Sin/Pecado" viria a ser um dos mais góticos da carreira deles(e detestado por muitos fãs). "The Butterfly Effect" iria mesclar um pouco de música industrial e o "Darkness and Hope"seria o cd que colocaria eles como, definitivamente, uma banda de gothic metal. Seguiu-se o lançamento de "The Antidote", disco que marcaria ainda mais o som deles com o gothic rock.
Em 1995 o Theatre of Tragedy inauguraria o estilo conhecido como "A Bela e a Fera". Com um som de bases doom, mas com influências de música barroca, mesclaria um som pesado, lento, a poderosos vocais guturais masculinos e a belíssimos vocais líricos femininos, criando um choque de extremos, que ajudaria a criar mais uma faceta do Gothic Metal. O seu auge foi no cd "Aegis", em que o Theatre of Tragedy usaria mais sintetizadores e seu som se afastaria totalmente do doom. Essa banda influiu muito em bandas como Tristania, After Forever, Epica, Petallon e Macbeth, por exemplo, muito embora isso também ajudou com que bandas que não poderiam ser consideradas como gothic metal fossem incluídas como tais, como no caso do Epica. A banda também conseguiu agradar tanto aos fãs de darkwave quanto os de metal, o que lhes rendeu um lugar de destaque na cena gótica, sobretudo em seus cds depois do Aegis (embora já estivessem na cena desde o Velvet Darkness They Fear).
O próprio doom acabaria tendo influências da música gótica. O Anathema colocou algumas coisas de sons anos 80 em suas músicas, sendo o maior marco a música Sleepless no cd "Serenades". O My Dying Bride, em seu cd "34.788%... Complete", muito criticado por fãs e pela crítica especializada, usaria algumas influências góticas, que desagradaram a muitos dos fãs. o The 3rd and the mortal deixaria de fazer metal, após o cd "Tears Laid in the Earth" para seguir uma linha mais experimental, quase sem nada de metal.

Vale também citar o The Gathering. Essa banda, que era inicialmente calcada no Doom metal, começou a colocar influências de gothic rock e até mesmo de pop music no som. Como, no final, acabaram por se distanciar bastante do estilol, acabaram também sendo incluídos no gothic metal. Bandas como Within Temptation, Mortal Love, Lacuna Coil, Lullacry, por exemplo, passaram a ser influenciadas por essas mudanças do The Gathering. Isso ajudou ainda mais a aumentar a confusão, pois temos com isso o Within Temptation, banda nitidamente com bases neoclássicas, sendo vendida como Gothic Metal (e não tendo nenhum elemento que possa colocá-los como tal).
E com isso, eu posso dizer que o Gothic Metal existe? Sim e não. Não, se você considerar que tudo é subgênero do doom metal. E sim se você analisar o fato da sonoridade do doom, após sofrer uma grande degeneração, resultou no Gothic Metal, que guarda algumas características do Doom, mas em muitos aspectos se afasta dele.
Vale também lembrar que o Gothic Metal não tem origem no Gothic Rock. O que acontece muitas vezes é algumas bandas usarem influências do Gothic Rock em seu som, mas sem constituir necessariamente uma origem direta. Temos bandas como Betray My Secrets, com marcas de ethereal.
A confusão do rótulo
O rótulo gothic metal passou a ser confuso pelos seguintes motivos:
Com o sucesso de bandas como Theatre of Tragedy e Tristania, as gravadoras passaram a ver que bandas de metal com vocal lírico vendiam e perceberam que elas atraiam uma parcela que antes não consumia metal: a parcela feminina. As meninas passaram a ver nas vocalistas uma imagem de "mulheres no comando" por assim dizer. As vocalistas passaram a ser o centro das atenções e começava a rolar uma identificação.
Dentro desse mérito, as meninas passaram a gostar dessas bandas, fato que boa parte do público delas ser feminino. Esse fato também se repete no metal melódico, uma vez que os vocalistas muitas vezes possuem uma aparência mais andrógina/afetada. Os rapazes passaram a ver em mulheres bonitas/gostosas um diferencial, muito mais pela estética do que pelo som propriamente dito. é muito mais agradável para um rapaz ver uma mulher bonita que um machão musculoso... Com esses fatores, muitas bandas de metal melódico com som mais sombrio/neo-clássico passaram a ser consideradas como Gothic Metal, tais como: Epica, After Forever, Midnattsol... Isso poderia entrar em conflito ao pensarmos nos estilos extremos com vocalistas femininas. Bandas como Arch Enemy, por exemplo, passaram a contar um apelo femino muito forte. mas o grande diferencial é, sem dúvidas, o fato de as mulheres no gothic metal manterem certa postura feminina, mesmo que vulgarizada. Vestidos, cabelos compridos e coloridos, roupas que evocassem sobre as mesmas um certo ar angelical faziam as meninas verem nelas o seu modelo. Por conta disso que, erronaeamente, essas bandas, com forte apelo masculino, passaram a ser vistas com outros olhos pelas meninas, aliado a um som bem mais leve e mais "audível".

Gothic Metal é gótico?
Não. Essa é a resposta mais curta possível. A mais longa vem a seguir. Durante um bom tempo as pessoas associaram o gótico com o sombrio, com o obscuro e o melancólico. Aconteceu de muitos adolescentes (sobretudo garotas) quererem adotar um estilo mais "dark" de vida. Passaram a cultuar bandas sombrias e a usar colares prateados com símbolos místicos e roupas pretas. Passaram a ver o gótico como uma louvação a tristeza e a melancolia. Esse erro foi corroborado por gravadoras e revistas especializadas, que colocaram na cabeça do povo que isso era ser gótico. Sites mal-informados colocaram mais coisas erradas, contribuindo ainda mais para a confusão. O metal nunca fez parte da cena darkwave de uma forma geral. Existem bandas com fortes traços de metal, como Dryland, Diabolique, Fields of Nephelin, Batalion D’Amour, Dreadful Shadows, Seraphim Shock etc. Mas nenhuma delas deixou de ser da cena gótica. Nenhuma delas deixou de lado a integridade de seu som, em busca de um som metal. Então tivemos um fenômeno inverso, mas que não constituiu uma regra. Por isso não é gótico. Não faz parte da cena e nem da subcultura. Infelizmente, isso pegou aqui no Brasil por conta de eventos ditos "goticos". Infelizmente, tivemos uma onda ruim desses eventos com bandas "góticas", que atrairam muitos "metaleiros", que passaram a ver também a mulher gótica como fácil, desejável. Tanto que há uma péssima imagem do gótico como afetado, bissexual e das góticas como sinônimo de putas, no sentido mais sujo que essa palavra possa evocar.

fonte: gothicground.com/materias/33561.php
Confusão com o gothic metal
Existe um grande problema, advindo do final da década de noventa com a tentativa do “revival” do gothic rock. Muitas bandas de metal sendo mostradas a um público leigo como pertencentes ao meio gótico e não passando, muitas vezes, de bandas de metal. Como isso aconteceu? Qual a razão de as pessoas confundirem duas coisas que estão distantes, extremamente distantes?

Vamos voltar um pouco ao gothic metal. O estilo, nascido do doom, começava, a partir de 1996, a pegar elementos da música gótica, sobretudo o rock gótico. Paradise Lost, Moonspell, Entwine, Type O Negative e outras tentaram colocar essa sonoridade gótica e passaram, de fato, a soarem mais góticas do que metal, embora conservassem o peso. Nesse mesmo rolo começaram a aparecer bandas de gothic rock com fortes traços de metal, como Dreadful Shadows, Seraphim Shock, Love Like Blood, que eram mais pesadas que as bandas mais convencionais e começaram a ser aceitas entre os headbangers. Isso fez indiretamente alguns pensarem que o gothic metal fosse uma “evolução” do gothic rock e que ambos eram a mesma coisa.
A segunda confusão se dá pela primeira. Em países com pouca tradição com a música gótica (sobretudo Finlândia) o nome “gothic rock” ganha muita força. Aliado ao sucesso do grupo The 69 Eyes e pela fama no meio gótico do grupo Two Witches, muitas bandas e gravadoras querem ganhar algo com esse estilo, que passou a virar uma espécie de “marca”. Partindo desse ponto, qualquer banda de metal que fizesse um som menos pesado e com algum elemento estilo Paradise Lost passaria a ser chamada de gothic rock. Esses grupos não possuem nenhum traço sonoro e visual que remetesse ao estilo citado, não caindo no gosto dos góticos. Viraram produtos para headbangers que quisessem ouvir alguma coisa nessa linha e, contudo, não quisesse fugir muito ao heavy metal. Isso fez com que as pessoas imaginassem o gothic rock como algo “sombrio” e “triste”, coisa que não corresponde à realidade.
O terceiro motivo é calcado numa outra banda, o Theatre of Tragedy. O grupo sempre teve elementos de gothic rock/darkwave em seu som, misturados inicialmente com música barroca e depois tirando esses traços, gradativamente. O vocal soprano de Liv Kristine e a proposta da banda serviram para que algumas pessoas, anos mais tarde, começassem a associar qualquer banda com vocal feminino de gótica. Desse modo temos coisas como Within Temptation e Evanescence sendo chamadas por algumas pessoas de “roque gótico”.
O último motivo se dá por duas bandas em especial. A primeira é o Lacrimosa. O projeto, inicialmente tocado por Tilo Wolff, era calcado numa proposta gothic rock mesclada com a música erudita. Essa sonoridade neoclássica caiu no gosto dos fãs de metal e agradava também os góticos. Com o tempo o projeto foi assimilando as mudanças da cena européia e o crescimento do darkwave. Com a entrada de Anne Nurmi do Two Witches e a incorporação de alguns elementos do heavy metal, o projeto passou, nesse ponto, a se focar nos headbangers. Com isso, de forma indireta, a sonoridade gótica entrou, por conta de uma mídia desinformada, no meio desse grupo, sobretudo no Brasil.
A segunda banda é o H.I.M. Tocando um pop rock bem dançante e com fortes tendências glam (sim amiguinhos, nada de love metal aqui), aliado ao fato de terem caído no gosto dos góticos, fez com que alguns achassem que era também uma banda gótica. Como eles flertam muito com o metal, foi um pulo para que bandas com sonoridade similar fossem colocadas no meio, como se fossem gothic rock. É claro que temos bandas dentro da cena gótica influenciadas pelos finlandeses, mas são poucos grupos que realmente podem ser chamados de “góticos”.

Vamos voltar um pouco ao gothic metal. O estilo, nascido do doom, começava, a partir de 1996, a pegar elementos da música gótica, sobretudo o rock gótico. Paradise Lost, Moonspell, Entwine, Type O Negative e outras tentaram colocar essa sonoridade gótica e passaram, de fato, a soarem mais góticas do que metal, embora conservassem o peso. Nesse mesmo rolo começaram a aparecer bandas de gothic rock com fortes traços de metal, como Dreadful Shadows, Seraphim Shock, Love Like Blood, que eram mais pesadas que as bandas mais convencionais e começaram a ser aceitas entre os headbangers. Isso fez indiretamente alguns pensarem que o gothic metal fosse uma “evolução” do gothic rock e que ambos eram a mesma coisa.
A segunda confusão se dá pela primeira. Em países com pouca tradição com a música gótica (sobretudo Finlândia) o nome “gothic rock” ganha muita força. Aliado ao sucesso do grupo The 69 Eyes e pela fama no meio gótico do grupo Two Witches, muitas bandas e gravadoras querem ganhar algo com esse estilo, que passou a virar uma espécie de “marca”. Partindo desse ponto, qualquer banda de metal que fizesse um som menos pesado e com algum elemento estilo Paradise Lost passaria a ser chamada de gothic rock. Esses grupos não possuem nenhum traço sonoro e visual que remetesse ao estilo citado, não caindo no gosto dos góticos. Viraram produtos para headbangers que quisessem ouvir alguma coisa nessa linha e, contudo, não quisesse fugir muito ao heavy metal. Isso fez com que as pessoas imaginassem o gothic rock como algo “sombrio” e “triste”, coisa que não corresponde à realidade.
O terceiro motivo é calcado numa outra banda, o Theatre of Tragedy. O grupo sempre teve elementos de gothic rock/darkwave em seu som, misturados inicialmente com música barroca e depois tirando esses traços, gradativamente. O vocal soprano de Liv Kristine e a proposta da banda serviram para que algumas pessoas, anos mais tarde, começassem a associar qualquer banda com vocal feminino de gótica. Desse modo temos coisas como Within Temptation e Evanescence sendo chamadas por algumas pessoas de “roque gótico”.
O último motivo se dá por duas bandas em especial. A primeira é o Lacrimosa. O projeto, inicialmente tocado por Tilo Wolff, era calcado numa proposta gothic rock mesclada com a música erudita. Essa sonoridade neoclássica caiu no gosto dos fãs de metal e agradava também os góticos. Com o tempo o projeto foi assimilando as mudanças da cena européia e o crescimento do darkwave. Com a entrada de Anne Nurmi do Two Witches e a incorporação de alguns elementos do heavy metal, o projeto passou, nesse ponto, a se focar nos headbangers. Com isso, de forma indireta, a sonoridade gótica entrou, por conta de uma mídia desinformada, no meio desse grupo, sobretudo no Brasil.
A segunda banda é o H.I.M. Tocando um pop rock bem dançante e com fortes tendências glam (sim amiguinhos, nada de love metal aqui), aliado ao fato de terem caído no gosto dos góticos, fez com que alguns achassem que era também uma banda gótica. Como eles flertam muito com o metal, foi um pulo para que bandas com sonoridade similar fossem colocadas no meio, como se fossem gothic rock. É claro que temos bandas dentro da cena gótica influenciadas pelos finlandeses, mas são poucos grupos que realmente podem ser chamados de “góticos”.
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MACÁRIO
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NOITE NA TAVERNA
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POEMAS MALDITOS
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Lira dos vinte anos
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Álvares de Azevedo (1831-1852)

Álvares de Azevedo (1831-1852)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo em 12 de setembro de 1831. Ainda criança transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fez o curso primário. Em 1848, retornou a São Paulo e matriculou-se no curso de Direito.
Nessa cidade não se sabe ao certo como foi sua vida. Alguns dizem que viveu uma intensa e tumultuada vida boêmia, já outros falam que sua vida foi calma e serena. O que sabemos ao certo é que durante esse período sua produção poética foi muito intensa.
A partir de 1851 o poeta passa a ter fixação pela idéia da morte. Isso fica claro nas cartas destinadas à mãe e à irmã.
Em 25 Abril de 1852, quando tinha apenas 20 anos, Álvares de Azevedo morreu vítima de tuberculose, deixando uma obra relativamente extensa, para quem viveu tão pouco.
Álvares de Azevedo, representante brasileiro mais legítimo do mal-do-século, foi fortemente influenciado por Lord Byron e Musset. Sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo. Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. O amor é sempre idealizado, povoado por virgens misteriosas, que nunca se transformam em realidade, causando assim a dor e a frustração que são acalmadas pela presença da mãe e da irmã.
Já a busca pela morte tem o significado de fuga, o eu-lírico sente-se impotente frente ao mundo que lhe é apresentado e vê na morte a única maneira de libertação.
De sua obra, toda ela publicada postumamente, destacam-se os contos do livro "Noite na Taverna" (1855), a peça de teatro "Macário" (1855) e o livro de poesias "Lira dos Vinte Anos" (1853).
12 março 2010
11 março 2010
10 março 2010

Simbolos recorentes da sub cultura gotica
Eu vejo o industrial e o gótico como dois lados da mesma moeda - o yin e o yang - o masculino e o feminino, escreve Alicia Porter em sua pesquisa Study of Gothic Subculture,(...) O gótico expressa o emocional, a beleza, o sobrenatural, o feminino, o poético, o teatral;...
Goth Chic - Gavin Baddeley (2003)
Por que nos atraímos inicialmente por uma subcultura com características X, Y ou Z, e não por uma subcultura com características A, B ou C? Isso acontece pois algumas características nossas que não encontravam um modelo de expressão e identificação em outros lugares acabaram por encontrá-lo na subcultura Gótica e em sua Estética, Cena e História.
A identificação inicial é sempre Intuitiva e Estética: como uma paixão. Porém, se o indivíduo em questão nunca entrar em contato com a subcultura Gótica esta identificação se torna impossível.
Mas quais seriam estas características que nos atraem na subcultura Gótica? Podemos dizer que a subcultura Gótica vem exatamente suprir deficiências da cultura oficial industrial do ocidente. Por isso muitas vezes elabora características opostas a ela.
A cultura oficial nos dita comportamentos despersonalizados, impede a individualidade, nega a morte enquanto experiência vital, e é apolínea, mecanicista, positivista e predominantemente "Yang" (masculino como referência de humano).
Nela não há mais espaço para aquele Individualismo que o Oscar Wilde define no seu livro A alma do homem sob o socialismo. Assim, buscamos "espaço" ou "algo que nos falta" em alguma subcultura.
Podemos dizer que outro elemento que caracteriza o Gótico é um caráter compensatório Ying, pois a sociedade oficial é hoje predominantemente Yang. Assim, buscamos um equilíbrio ou compensação.
Podemos observar o caráter Ying de todo sistema estético e simbólico do Gótico (e também em grande parte da Darkwave). O conjunto destes símbolos é repetido em grande quantidade e freqüência em letras, músicas, roupas, imagens, comportamentos, discursos, etc ligados a subcultura gótica:
Lua
Prata
Água/Mar
Noite
Outono e inverno
Sensualidade
Mistério
Decadência
Expressionismo
Feminilidade (no caso das mulheres) e Anima (parte feminina no homem)
Onírico
Surrealismo
Dionisíaco
Intuição
Androginia
Drama
Anti-racionalismo
Expressão da Emotividade
Lirismo
Serpente
Vampiro
Bruxa, feiticeira, magia
Ennui, spleen
Horror com humor
Obscuridade
Paixão
Anjos caídos
Urbanidade problemática/ cidades vazias
Romantismo
Seasonal, cíclico
Hedonismo
Claro que nenhum Gótico ou obra de arte da subcultura Gótica possui todos estes elementos no grau máximo, nem isso é necessário, pois como verificamos em qualquer sistema cultural (como o brasileiro ou nordestino, por exemplo) ou subcultural, nenhum indivíduo ou obra possui a totalidade do sistema, mas ambos fazem parte do sistema simbólico, se relacionando e se ligando a outros elementos e símbolos que aumentam o sentido do conjunto e formam um tipo de "ambiente".
Assim, algumas pessoas desenvolvem mais alguns elementos do que outros. Isso que nos faz permanecer indivíduos mesmo dentro de uma subcultura. Depois, em um segundo momento, começamos a compreender o significado da atração que estes símbolos estéticos e esses sentimentos exercem sobre nós.
Isso nos faz entender e nos interessarmos também pela história e teoria da subcultura Gótica. Sem deixar de senti-las. Sentir e saber não são coisas excludentes, é falso o dualismo que opõe sentimento e conhecimento.
Mas isso é um processo que se dá com a vivência na subcultura. Pois o aprendizado é um processo afetivo de sucessivos ciclos de aproximações e estagnações ao longo do tempo.
Afinal, Cultura sem sentimento é Erudição estéril, e Sentimento sem Cultura, cai no lugar comum.
Por H. A. Kipper
Extraído de A Happy House In A Black Planet: Introdução à Subcultura Gótica
gothic rock
Rock gótico é um subgênero do rock que surgiu no fim dos anos 70 e música característica da subcultura gótica, inspirado essencialmente na atmosfera decadentista do pós-punk e em sua emergente estética.
Origem
"A atmosfera é realmente maléfica, mas você se sente à vontade dentro dela". Ao fazer um comentário sobre o lendário filme Nosferatu, Bernard Summer, o guitarrista da banda Joy Division, gerou a definição que muitos consideram a mais concisa do assunto. Dizem que os Anos Dourados foram os anos 50 e os anos 80 a "Década Perdida". Mas para muita gente (góticos ou não) os anos 80 foram uma era dourada em termos musicais. Sem pôr em dúvida a qualidade inegável do Rockabilly (som típico dos anos 50), o "Iê-iê-iê" é o começo da abordagem de temas polêmicos como o diabo, o ocultismo, drogas, sociedade alternativa dos anos 60. Bandas como Beatles, Rolling Stones e The Doors influenciam até hoje. Nos anos 70, inicio do Heavy Metal, que hoje tem um conceito totalmente diferente devido à popularização do New Metal e de outro lado o Metal Melódico, também se firmava sobre esses temas. Também nessa época o Hard Rock, o Glam Rock e, no fim da década, o Horror Punk. Para explicar a música gótica, ou "Gothic Rock", uma passagem em todos esses estilos será necessária, mostrando que o rock em si é uma teia com ligações inesperadas, gerando novos gêneros a cada dia.
[editar] Anos 80
Os anos 80 ficaram conhecidos como a "Década Perdida" na América Latina, devido a estagnação econômica vivida pela região durante a época. Crises econômicas, volatilidade de mercados, problemas de solvência externa e baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil ocorria o fim do chamado “Milagre Econômico”, dada a época de excepcional crescimento econômico ocorrido durante a ditadura militar. No resto do mundo representou o fim da "Idade industrial" e início da "Idade da Informação". Talvez por isso um momento bem propício para o surgimento do gênero musical em questão e seus parentes próximos mais eletrônicamente dispostos, (Metal Industrial, EBM, Synthpop e etc.) já que a Disco Music(que já havia enfraquecido), a House Music e a maioria dos outros tipos de música eletrônica se apoiavam em diversão apenas, tratando qualquer assunto sério com subjetividade (o amor é sempre mais bem visto para tema nesses moldes) e concebendo experimentalismo dançante para festas e clubes. Mas partindo desse príncipio podemos achar raízes para a "Darkwave" sim, de algum modo. Com o surgimento da MTV muitos artistas ligados ao "Gothic Rock" tiveram vários clipes veículados, o que ajudava na divulgação de seu trabalho. David Bowie, influênciado pela Disco Music, lançou o álbum Let´s Dance. Voltou ao loiro, usava topete e ternos coloridos; Que também eram uma característica dos "New Romantics". O movimento New Romantic, conhecido também como "Romo", era um estilo musical e de moda surgido nos anos 80 na Inglaterra. Posterior ao estilo New Wave (fim dos anos 70), estilo este que acabou se dividindo entre New Romantic, Gothic Rock e movimentos Post-Punk. Da influência de Bowie ainda se pode dizer muito, tanto em música como em outros aspectos da subcultura. É muito provável que góticos usem Ankhs só por causa dele. No filme "Hunger/Hunger–Fome de Vida", Bowie interpreta um vampiro e usa um exemplar afiadíssimo para ferir a jugular de sua vitimas já que não tinha dentes afiados. Essa imagem também ficou marcada pelo fundo musical de quando ele saí à caça de uma presa com sua companheira ao som de "Bela Lugosi´s Dead", da banda Bauhaus.
[editar] O rock em veludo negro
Já na década de 50 algumas bandas assumiam um tom macabro de encenação com o rock n' roll, inspirados nos filmes de horror da época e os clássicos de outras épocas. O que mais tarde seria utilizado por bandas de death rock e psychobilly, a diferença para o rock gótico é que a influência vem mais de filmes expressionistas que tinham uma preocupação com a ambientação, o pavor, a atmosfera sufocante. E os filmes genéricos feitos a partir de clássicos (como A filha de Drácula, Jovem Frankenstein, O retorno de Drácula etc.), exibidos em drive-ins, e os filmes B é que estão presentes na cena death. A relação entre as duas coisas é óbvia, esses filmes tinham um caráter irônico, não eram apenas sustos, acabavam por serem divertidos, engraçados mesmo. E o grande forte do death rock é a sua ironia, o humor negro. A estrutura musical dos anos cinqüenta também foi aproveitada.
Nos anos 60 se iniciou uma fase de criação incrivelmente psicodélica no rock, talvez graças ao último, e bem sucedido, disco dos Beatles. O Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band era altamente colorido e experimental, onde foram usadas técnicas que nem eram imaginadas na época para fazerem uma banda de quatro pessoas soar como uma orquestra inteira, instrumentos e sons diferentes, e as faixas foram imendadas umas nas outras. De outro lado bandas como os Rolling Stones mergulhavam em uma atmosfera mais requintada de diabolismo e decadência humana. Their Satanic Majesty's Request, dos Stones, tinha uma abordagem sombria e perturbadora; um exemplo é a música Paint it Black do grupo, que possui vários covers de bandas da subcultura gótica, um clássico melancólico onde Mick Jagger canta querer pintar tudo de preto e vê seu mundo se rendendo a essa cor. Poucas outras bandas da época escaparam da chuva de flores, paz e amor que os hippies evocavam sobre os anos 60, as que conseguiram fizeram de sua missão perturbar a mente de quem quisesse ouvir. Os Stones teriam que competir pelo título de majestade satã se o quisessem só para eles; na metade da década surge o Velvet Underground. Graças ao empurrão de Andy Warhol, rei da pop art, a banda se tornou um grande sucesso. Embora Andy tenha achado que seria uma boa idéia inserir a modelo Nico na banda ela realmente não se integrou muito. O primeiro disco recebeu o nome de Velvet Underground and Nico (cuja famosa capa desenhada por Andy, era uma banana), e após ele a modelo abandonou o grupo e migrou para uma carreira solo, com músicas igualmente melancólicas e sinistras. Andy Warhol acabou também por perder o interesse pela banda, mas a evocação de violência, vicio em sexo e drogas e todo tipo de perdição tinha que continuar, outros membros da banda já assumiam os vocais, mas Lou Reed acabou por tomar a frente. Em 1970 quando deixou a banda para seguir carreira solo ela se deu por extinta. Também o The Doors teve influência na música gótica; Jim Morrison se proclamou o "Rei Lagarto" dizendo que podia fazer o que queria, inclusive era muito cogitada o fato de tocar o que não se pudesse onde diziam que não se devia tocar. Ray Manzarek convenceu seu tímido amigo Jim que suas poesias dariam belas canções, enquanto ele tocava teclados, Robby Krieger guitarra, John Densmore bateria, e Jim ficou nos vocais. Jim Morrison demorou a se soltar, mas a bebida e as luzes da ribalta o fizeram, e em pouco tempo lá estava ele sendo expulso do Whisky a Go Go por tocarem The End, música cuja letra diz "Quero estuprar minha mãe e matar meu pai". Mais tarde, já famosos, participavam ao vivo do Ed Sullivan Show, onde eram vetados em uma parte de Light my Fire, sugeriram que ele não dissesse "menina não poderíamos estar mais chapados", quem sabe poderiam dizer "melhores", e Morrison não deixou por menos, cantou a letra como era. Sempre no mesmo caminhos em que os hippies espalhavam flores muitas outras bandas trilharam morte, desespero e polemica até os anos 70.
David Bowie e o glam rock
Nos anos seguintes não se sabia mais para onde ir em termos psicodélicos. Foi então que um estilo de temas igualmente polêmicos aos daquelas bandas perturbadoras de 60 e com uma nova apelativa estética apareceu. Cheio de plataformas altas, maquiagem, brilhos e cilhos postiços o glam rock ganhou território americano, talvez graças às bonecas de Nova York. O The New York Dolls. A banda fazia um rock simples que seria chamado de proto punk, mas sua estética feminina era o que chamava mais atenção, roupas de mulher e batom e maquiagem borrados em marmanjos de voz grossa. A diferença entre eles e os personagens de David Bowie eram bem vísiveis. Mas foi assim que O glam ou kitsch foi trazido da Inglaterra para os Estados Unidos. Outra invenção destacada de Bowie se chamava Ziggy Stardust, personagem encarnado pelo músico no disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars. Ziggy era um alienígena andrógino e bissexual, por isso Bowie tingiu os cabelos de ruivo, pôs uma maquiagem exagerada e roupas escalafobéticas com ar feminino e seguiu a turnê desse modo, acompanhado por sua banda Spiders From Mars. Chegou uma hora que ninguém sabia o que era David Bowie e o que era Ziggy; o autor acabou por se fundir totalmente com o personagem.
Não só Bowie e seu famoso alien foram de fatal importância para a cena darkwave, mas também o T-Rex, o Velvet Underground, o ex-Stooges Iggy Pop e outros (Waiting for the Man, do Velvet Underground, e Telegram Sam, do T-Rex, por exemplo, também receberam cover do Bauhaus). O Álbum Diamond Dogs (1974), de David Bowie, é considerado pelo autor como sendo um pouco gótico,[carece de fontes?] possui músicas apocalípticas e sombrias como We are the Dead. O que fez a fama do cantor foi mesmo o glam rock, movimenmto do qual Bowie virou um ícone, baseado nas características já citadas (androginia, temas obscuros glamurizados, roupas escandalosas etc.). Definitivamente uma ponte muito próxima para o gothic rock. O glam rock surgiu para salvar a psicodelia da defasagem, mas oficialmente acabou em 75; as bandas que ainda faziam uso do experimentalismo, um pouco da estética e temas do glam acabaram por serem intituladas como punk, por isso, talvez, em 78 o termo estivesse entrando em desgaste. Logo conveniou-se em reentítular todas essas bandas de new wave, depois de um tempo também se tornou famoso o termo pós-punk. As bandas com visual e temas mais pops passaram a ser new waves, enquanto que as mais undergrounds eram as pós punk. Ainda então, bandas da sub-cultura gótica eram classificadas de ambas as formas. Mas posteriormente deixou-se o new wave para bandas com um visual mais colorido e para as bandas que adotaram uma tendência mais sombria acabaram por usar o termo pejorativo gótico, que acabou pegando. Algumas bandas não assumiram o termo, e ficavam situadas tranquilamente entre esses movimentos, como Siouxsie & the Banshees e The Cure.
[editar] Os caminhos do rock gótico
Embora originalmente considerado um rótulo para um número pequeno de bandas de rock/pós-punk, o rock gótico possui, hoje, um espectro bem maior - abrangendo em si o Death Rock, a Música Industrial e até algumas bandas da new wave, por exemplo. Enquanto a maioria das bandas punk focava um estilo agressivo, as primeiras bandas góticas eram mais pessoais e introvertidas, com elementos de movimentos literários como horror gótico, romantismo e niilismo. As primeiras bandas consideradas góticas foram: Sisters of Mercy, Bauhaus, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, etc. Embora, como já foi dito, nem todas aceitem de bom grado o termo. O Bauhaus é considerada a banda pioneira do estilo. Surgiram em meados de 78. Bela Lugosi is Dead é um épico com nove minutos de duração, seu single foi lançado pelo selo independente Small Wonder. Bela Lugosi foi um ator que ficou marcado pela interpretação do clássico Drácula, de Bram Stoker. Apesar de não ter sido exatamente um sucesso de vendas, a música definiu tudo aquilo que seria o rock gótico (guitarras fálicas distantes do resto dos instrumentos e um vocal que se mistura a todo o resto como que solto no espaço), e se manteve nas paradas independentes da Inglaterra por anos e anos. Como já foi dito, a ausência de cores e o inconformismo vinham da desconfiança no futuro, graças ao período nuclear da guerra fria, da cortina de ferro, e de crise econômica. Como se pode ver realmente, uma situação propicia para obscuridão e não para louros! A voz e os trejeitos de Peter Murphy, onde se via um comportamento meio glam (influências diretas dos primeiros álbuns solos de Iggy Pop, produzidos por seu amigo David Bowie) é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. O primeiro álbum do Bauhaus foi In the Flat Field, mas o segundo, de 81, Mask, revelou uma maior ambição musical dos pais do gothic rock. Os elementos eletrônicos, metais, misturados à já conhecida fórmula dark gerou um álbum considerado por alguns como ainda melhor que seu predecessor, e que teria dado origem ao que alguns chamam de darkwave. Ainda e talvez entre as bandas mais conhecidas, até pelos não aprofundados no cerne gótico, além de Bauhaus, estejam ainda The Cure e Joy Division.
Robert Smith liderou a banda, inicialmente chamada The Easy Cure, e permaneceu nela desde
Ian Curtis (Joy Division)sempre. Seu estilo é algo um tanto indefinível, mas como já foi citado, nem todas as bandas góticas se definem assim. Pós punk era uma definição bem usada - por surgir depois do auge do punk rock. Na verdade o Cure teve várias fases. O primeiro álbum Three Imaginary Boys, de 1979, teve uma turnê de promoção que os levou a serem convidados para serem a banda de suporte para a banda Siouxsie And The Banshees, banda também bastante conhecida na cena punk e pós punk, com o vocal feminino de Siouxsie Sioux. Robert Smith fora o guitarrista da banda durante sua fase punk; poucas bandas conseguiram fazer uma transição de fases tão bem quanto os Banshees, saindo do punk e se tornando um exponencial gótico. Boys Don't Cry, quando foi lançado em 1980, não obteve o sucesso esperado; só em 1986 tornou-se um hino da banda. Músicas como Friday I´m in Love, Lovesong, Lullaby e A Letter to Elise, foram outros de seus grandes sucessos. A música dos The Cure tem sido categorizada como rock gótico, subgénero do rock alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que, "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", considerando o sub-género "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso".[1]
O Joy Division, de Manchester, também possui várias influências de estilos, ainda que com uma bateria de certa austeridade militar executada por Stephen Morris, e o que alguns produtores definiriam como death disco,[carece de fontes?] letras significativas em contraste com uma batida compulsória inclinada à dança; algumas músicas possuem toques eletrônicos e para finalizar os vocais reverberados de Ian Curtis. Músicas como Love Will Tear Us Apart, She´s Lost Control, Transmission, New Fades Dawn e Isolation falam por si só. A banda só conseguiu gravar quatro discos, sem contar compilações, extras ou ao vivo e singles, e dois deles são de estúdio, gravados entre 77 e 80. Por Ian sofrer de epilepsia e ter sérios problemas conjugais foi levado a uma depressão que culminou em suicídio – em suas palavras: “tudo isso é muito ruim, preferia estar morto agora” - em 18 de maio de 1980. Sem aquela voz, o Joy nunca mais seria o mesmo. Mudaram sua sonoridade e letras, formando o New Order ("Nova ordem"), nome que visava explicitar a mudança. A banda se distanciou do genêro que a consagrou com algo bem diferenciado, alinhado à house e comercializável, mas não deixa de agradar muitos membros da subcultura gótica até hoje.
[editar] Outros estilos incorporados à cena
O gothic rock/darkwave é com certeza a música e um dos elementos que mais caracteriza a cena gótica. Mas com a sua evolução outros estilos musicais foram se integrando mais à subcultura e se fundindo mais a ele, que embora possam às vezes ser abordados de maneira distinta já parecem também coisas inseparáveis uma das outras. Quando exportado para os americanos o rock gótico chegou da Inglaterra para se tornar o death rock. Na Inglaterra a Batcave, club centro da disseminação desse estilo, abrigava noites regadas ao som de bandas como o Specimen e o Bauhaus. Nos Estados Unidos o estilo também ganhou várias casas e uma contraparte típica, o Christian Death. Talvez por isso os dois estilos sejam tão inseparáveis e se diz que são irmãos que se detestam, mas se amam no fim das contas. Mas as bandas como essas podiam se encaixar perfeitamente no rótulo gótico. Enquanto que o death rock, como é conhecido hoje, é povoado de zumbis, humor negro, carnificina, ferimentos, necrofilia e todo tipo de brincadeira com a morte, inspirado em filme de terror de orçamento baixo. Exemplos de bandas são: Misfits (também ligados ao punk rock), Samhain, 45 Grave, Zombina and The Skeletones, Cinema Strange (Ver Death rock).
Um advento que tomou a cena alternativa de 1990 era chamado Industrial, esse tipo de música já havia sido muito bem vindo pelo gótico no fim dos anos 80, a paixão pelo sombrio novamente fez a união. Os góticos, como se sabe, podem olhar para o passado com uma nostalgia irônica, (pois a era vitoriana é transformada em um ambiente muito propício e aconchegante para isso, mas como se sabe, as coisas não são bem assim) já o industrial olha para o futuro com um pessimismo baseado no presente. O industrial legitimo era um acontecimento musical que já havia acontecido vinte anos antes mais ou menos. Eram trabalhos que colocavam em questão até que ponto existiria musicalidade, na arte de fazer barulho. Os artistas desse movimento podiam usar qualquer coisa que fosse ruidosa, alterada e misturada eletronicamente de forma desincronizada para parecer com nada que fosse entretenimento à cultura popular. Podem ser citados aqui os experimentalistas eletrônicos do Cabaret Voltaire, a cozinha destruidora de Monte Cazazza e os concertos que mais pareciam um ataque à queima roupa do Throbbing Glistle. Dessa forma a música underground dançante feita para animar clubs de meados de 90 recebeu o rótulo de Industrial também, “ A única coisa que temos em comum é o fato haver barulho na minha música e também haver barulho na deles”, diz o vocalista do Nine Inch Nails (banda que propagou o gênero) Trent Reznor. O gótico preza o feminino, ou o andrógino, a beleza, o poético, o teatral, etc. e a música eletrônica industrial é agressiva, masculina, raivosa, barulhenta, informatizada, cientifica e etc. e tal. Logo se percebe uma união onde os opostos se completam então. Desse casamento surgiram os cybergoths e rivetheads como abrigado da subcultura gótica (embora algunsrivetheads a consideram uma cultura a parte). O fato é que a música gótica hoje tem traços da integração industrial por todos os lados, muitas bandas utilizam baterias eletrônicas apenas, também samples e sintetizadores, que podem substituir qualquer instrumento, desse moda a cena gótica recebe muito bem as novas tecnologias sem afetar qualquer seus aspectos, apenas se revolucionando mais ainda.
[editar] Desambiguação
Discutir o que vem a ser ou não gótico/darkwave, em termos musicais, é uma das principais preocupações decorrentes na subcultura. Alguns artistas acabam desacreditados por tomarem uma postura que às vezes lhes faz serem vistos como meras armações da mídia, o principal fator é a saída do underground, são poucos os que conseguem se postar confortavelmente entre o sucesso de vendagens e a isenção de traição. Mas no que diz respeito ao heavy metal Gavin Badelley, em seu livro Gothic Chic, comenta que muitos góticos acham que trata-se da antítese grosseira, ignorante, machista e pretenciosa de tudo o que eles prezam através da música. No entanto, alguns admitem ser a banda Black Sabbath de grande importância para o estilo, que influenciou e ainda influencia diversas bandas da categoria. Seu primeiro álbum, intitulado com o nome da banda, tráz a descrição de um rito satânico pontuado por efeitos tempestuosos e dobrar de sinos, a capa ainda atrás uma garota pálida vestida de preto em um terreno doentiamente ocre. Também muitos góticos apreciam o som baseado em raízes agressivas, mas concentrado em um ambiente árido e sombrio assemelhado ao de dark ambient, como temas poesia romântica e nostalgia medieval, o Doom Metal talvez seja o elo perdido entre os dois estilos aqui discutidos. Mas paralelos são paralelos, comparações e aproximações à parte, nem a música, nem a subcultura gótica, por conseqüência, sofreram uma união que se seria conhecida como Gothic Metal. O gothic rock aborda com freqüência temas espirituais como o xamanismo e a cultura indígena sob uma ótica atemporal ou temas cotidianos e introspectivos sob uma ótica urbano-contemporânea, além de ter suas bases estilísticas voltadas ao rock and roll e a música pop; o gothic metal, ao contrário, aborda a época medieval e o heroísmo romântico e suas bases são o gênero metal e a música clássica. Bandas de Metal são bandas de Metal em sua essência, apenas utilizam alguns poucos elementos da música e cultura gótica, agradem a quem agradar, o público gótico ou headbanger. E se foi usada dessa conviniência para forjar um casamento mítico para cair nas graças do culto mainstream, isso sim pode ser chamado de armação da mídia. Não confundir também o Gothic rock com o post-punk, vertente do rock dos anos 80 caracterizada pelo ritmo monolítico, influências do art rock e temáticas como filosofia existencialista (ex.: Joy Division, Echo & the Bunnymen, The Cure, The Fall, Suicide e, em parte, The Smiths), mas contendo mais experimentalismos musicais (inclusive ligados ao krautrock e ao proto-punk), sem as limitações de um rótulo determinado, como ocorre no rock gótico. Outro equivoco que vem ocorrendo é classificarem o Lacrimosa (banda influente do chamado Gothic Metal) de rock gótico/darkwave.
Origem
"A atmosfera é realmente maléfica, mas você se sente à vontade dentro dela". Ao fazer um comentário sobre o lendário filme Nosferatu, Bernard Summer, o guitarrista da banda Joy Division, gerou a definição que muitos consideram a mais concisa do assunto. Dizem que os Anos Dourados foram os anos 50 e os anos 80 a "Década Perdida". Mas para muita gente (góticos ou não) os anos 80 foram uma era dourada em termos musicais. Sem pôr em dúvida a qualidade inegável do Rockabilly (som típico dos anos 50), o "Iê-iê-iê" é o começo da abordagem de temas polêmicos como o diabo, o ocultismo, drogas, sociedade alternativa dos anos 60. Bandas como Beatles, Rolling Stones e The Doors influenciam até hoje. Nos anos 70, inicio do Heavy Metal, que hoje tem um conceito totalmente diferente devido à popularização do New Metal e de outro lado o Metal Melódico, também se firmava sobre esses temas. Também nessa época o Hard Rock, o Glam Rock e, no fim da década, o Horror Punk. Para explicar a música gótica, ou "Gothic Rock", uma passagem em todos esses estilos será necessária, mostrando que o rock em si é uma teia com ligações inesperadas, gerando novos gêneros a cada dia.
[editar] Anos 80
Os anos 80 ficaram conhecidos como a "Década Perdida" na América Latina, devido a estagnação econômica vivida pela região durante a época. Crises econômicas, volatilidade de mercados, problemas de solvência externa e baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil ocorria o fim do chamado “Milagre Econômico”, dada a época de excepcional crescimento econômico ocorrido durante a ditadura militar. No resto do mundo representou o fim da "Idade industrial" e início da "Idade da Informação". Talvez por isso um momento bem propício para o surgimento do gênero musical em questão e seus parentes próximos mais eletrônicamente dispostos, (Metal Industrial, EBM, Synthpop e etc.) já que a Disco Music(que já havia enfraquecido), a House Music e a maioria dos outros tipos de música eletrônica se apoiavam em diversão apenas, tratando qualquer assunto sério com subjetividade (o amor é sempre mais bem visto para tema nesses moldes) e concebendo experimentalismo dançante para festas e clubes. Mas partindo desse príncipio podemos achar raízes para a "Darkwave" sim, de algum modo. Com o surgimento da MTV muitos artistas ligados ao "Gothic Rock" tiveram vários clipes veículados, o que ajudava na divulgação de seu trabalho. David Bowie, influênciado pela Disco Music, lançou o álbum Let´s Dance. Voltou ao loiro, usava topete e ternos coloridos; Que também eram uma característica dos "New Romantics". O movimento New Romantic, conhecido também como "Romo", era um estilo musical e de moda surgido nos anos 80 na Inglaterra. Posterior ao estilo New Wave (fim dos anos 70), estilo este que acabou se dividindo entre New Romantic, Gothic Rock e movimentos Post-Punk. Da influência de Bowie ainda se pode dizer muito, tanto em música como em outros aspectos da subcultura. É muito provável que góticos usem Ankhs só por causa dele. No filme "Hunger/Hunger–Fome de Vida", Bowie interpreta um vampiro e usa um exemplar afiadíssimo para ferir a jugular de sua vitimas já que não tinha dentes afiados. Essa imagem também ficou marcada pelo fundo musical de quando ele saí à caça de uma presa com sua companheira ao som de "Bela Lugosi´s Dead", da banda Bauhaus.
[editar] O rock em veludo negro
Já na década de 50 algumas bandas assumiam um tom macabro de encenação com o rock n' roll, inspirados nos filmes de horror da época e os clássicos de outras épocas. O que mais tarde seria utilizado por bandas de death rock e psychobilly, a diferença para o rock gótico é que a influência vem mais de filmes expressionistas que tinham uma preocupação com a ambientação, o pavor, a atmosfera sufocante. E os filmes genéricos feitos a partir de clássicos (como A filha de Drácula, Jovem Frankenstein, O retorno de Drácula etc.), exibidos em drive-ins, e os filmes B é que estão presentes na cena death. A relação entre as duas coisas é óbvia, esses filmes tinham um caráter irônico, não eram apenas sustos, acabavam por serem divertidos, engraçados mesmo. E o grande forte do death rock é a sua ironia, o humor negro. A estrutura musical dos anos cinqüenta também foi aproveitada.
Nos anos 60 se iniciou uma fase de criação incrivelmente psicodélica no rock, talvez graças ao último, e bem sucedido, disco dos Beatles. O Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band era altamente colorido e experimental, onde foram usadas técnicas que nem eram imaginadas na época para fazerem uma banda de quatro pessoas soar como uma orquestra inteira, instrumentos e sons diferentes, e as faixas foram imendadas umas nas outras. De outro lado bandas como os Rolling Stones mergulhavam em uma atmosfera mais requintada de diabolismo e decadência humana. Their Satanic Majesty's Request, dos Stones, tinha uma abordagem sombria e perturbadora; um exemplo é a música Paint it Black do grupo, que possui vários covers de bandas da subcultura gótica, um clássico melancólico onde Mick Jagger canta querer pintar tudo de preto e vê seu mundo se rendendo a essa cor. Poucas outras bandas da época escaparam da chuva de flores, paz e amor que os hippies evocavam sobre os anos 60, as que conseguiram fizeram de sua missão perturbar a mente de quem quisesse ouvir. Os Stones teriam que competir pelo título de majestade satã se o quisessem só para eles; na metade da década surge o Velvet Underground. Graças ao empurrão de Andy Warhol, rei da pop art, a banda se tornou um grande sucesso. Embora Andy tenha achado que seria uma boa idéia inserir a modelo Nico na banda ela realmente não se integrou muito. O primeiro disco recebeu o nome de Velvet Underground and Nico (cuja famosa capa desenhada por Andy, era uma banana), e após ele a modelo abandonou o grupo e migrou para uma carreira solo, com músicas igualmente melancólicas e sinistras. Andy Warhol acabou também por perder o interesse pela banda, mas a evocação de violência, vicio em sexo e drogas e todo tipo de perdição tinha que continuar, outros membros da banda já assumiam os vocais, mas Lou Reed acabou por tomar a frente. Em 1970 quando deixou a banda para seguir carreira solo ela se deu por extinta. Também o The Doors teve influência na música gótica; Jim Morrison se proclamou o "Rei Lagarto" dizendo que podia fazer o que queria, inclusive era muito cogitada o fato de tocar o que não se pudesse onde diziam que não se devia tocar. Ray Manzarek convenceu seu tímido amigo Jim que suas poesias dariam belas canções, enquanto ele tocava teclados, Robby Krieger guitarra, John Densmore bateria, e Jim ficou nos vocais. Jim Morrison demorou a se soltar, mas a bebida e as luzes da ribalta o fizeram, e em pouco tempo lá estava ele sendo expulso do Whisky a Go Go por tocarem The End, música cuja letra diz "Quero estuprar minha mãe e matar meu pai". Mais tarde, já famosos, participavam ao vivo do Ed Sullivan Show, onde eram vetados em uma parte de Light my Fire, sugeriram que ele não dissesse "menina não poderíamos estar mais chapados", quem sabe poderiam dizer "melhores", e Morrison não deixou por menos, cantou a letra como era. Sempre no mesmo caminhos em que os hippies espalhavam flores muitas outras bandas trilharam morte, desespero e polemica até os anos 70.
David Bowie e o glam rock
Nos anos seguintes não se sabia mais para onde ir em termos psicodélicos. Foi então que um estilo de temas igualmente polêmicos aos daquelas bandas perturbadoras de 60 e com uma nova apelativa estética apareceu. Cheio de plataformas altas, maquiagem, brilhos e cilhos postiços o glam rock ganhou território americano, talvez graças às bonecas de Nova York. O The New York Dolls. A banda fazia um rock simples que seria chamado de proto punk, mas sua estética feminina era o que chamava mais atenção, roupas de mulher e batom e maquiagem borrados em marmanjos de voz grossa. A diferença entre eles e os personagens de David Bowie eram bem vísiveis. Mas foi assim que O glam ou kitsch foi trazido da Inglaterra para os Estados Unidos. Outra invenção destacada de Bowie se chamava Ziggy Stardust, personagem encarnado pelo músico no disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars. Ziggy era um alienígena andrógino e bissexual, por isso Bowie tingiu os cabelos de ruivo, pôs uma maquiagem exagerada e roupas escalafobéticas com ar feminino e seguiu a turnê desse modo, acompanhado por sua banda Spiders From Mars. Chegou uma hora que ninguém sabia o que era David Bowie e o que era Ziggy; o autor acabou por se fundir totalmente com o personagem.
Não só Bowie e seu famoso alien foram de fatal importância para a cena darkwave, mas também o T-Rex, o Velvet Underground, o ex-Stooges Iggy Pop e outros (Waiting for the Man, do Velvet Underground, e Telegram Sam, do T-Rex, por exemplo, também receberam cover do Bauhaus). O Álbum Diamond Dogs (1974), de David Bowie, é considerado pelo autor como sendo um pouco gótico,[carece de fontes?] possui músicas apocalípticas e sombrias como We are the Dead. O que fez a fama do cantor foi mesmo o glam rock, movimenmto do qual Bowie virou um ícone, baseado nas características já citadas (androginia, temas obscuros glamurizados, roupas escandalosas etc.). Definitivamente uma ponte muito próxima para o gothic rock. O glam rock surgiu para salvar a psicodelia da defasagem, mas oficialmente acabou em 75; as bandas que ainda faziam uso do experimentalismo, um pouco da estética e temas do glam acabaram por serem intituladas como punk, por isso, talvez, em 78 o termo estivesse entrando em desgaste. Logo conveniou-se em reentítular todas essas bandas de new wave, depois de um tempo também se tornou famoso o termo pós-punk. As bandas com visual e temas mais pops passaram a ser new waves, enquanto que as mais undergrounds eram as pós punk. Ainda então, bandas da sub-cultura gótica eram classificadas de ambas as formas. Mas posteriormente deixou-se o new wave para bandas com um visual mais colorido e para as bandas que adotaram uma tendência mais sombria acabaram por usar o termo pejorativo gótico, que acabou pegando. Algumas bandas não assumiram o termo, e ficavam situadas tranquilamente entre esses movimentos, como Siouxsie & the Banshees e The Cure.
[editar] Os caminhos do rock gótico
Embora originalmente considerado um rótulo para um número pequeno de bandas de rock/pós-punk, o rock gótico possui, hoje, um espectro bem maior - abrangendo em si o Death Rock, a Música Industrial e até algumas bandas da new wave, por exemplo. Enquanto a maioria das bandas punk focava um estilo agressivo, as primeiras bandas góticas eram mais pessoais e introvertidas, com elementos de movimentos literários como horror gótico, romantismo e niilismo. As primeiras bandas consideradas góticas foram: Sisters of Mercy, Bauhaus, Siouxsie & The Banshees, Joy Division, etc. Embora, como já foi dito, nem todas aceitem de bom grado o termo. O Bauhaus é considerada a banda pioneira do estilo. Surgiram em meados de 78. Bela Lugosi is Dead é um épico com nove minutos de duração, seu single foi lançado pelo selo independente Small Wonder. Bela Lugosi foi um ator que ficou marcado pela interpretação do clássico Drácula, de Bram Stoker. Apesar de não ter sido exatamente um sucesso de vendas, a música definiu tudo aquilo que seria o rock gótico (guitarras fálicas distantes do resto dos instrumentos e um vocal que se mistura a todo o resto como que solto no espaço), e se manteve nas paradas independentes da Inglaterra por anos e anos. Como já foi dito, a ausência de cores e o inconformismo vinham da desconfiança no futuro, graças ao período nuclear da guerra fria, da cortina de ferro, e de crise econômica. Como se pode ver realmente, uma situação propicia para obscuridão e não para louros! A voz e os trejeitos de Peter Murphy, onde se via um comportamento meio glam (influências diretas dos primeiros álbuns solos de Iggy Pop, produzidos por seu amigo David Bowie) é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. O primeiro álbum do Bauhaus foi In the Flat Field, mas o segundo, de 81, Mask, revelou uma maior ambição musical dos pais do gothic rock. Os elementos eletrônicos, metais, misturados à já conhecida fórmula dark gerou um álbum considerado por alguns como ainda melhor que seu predecessor, e que teria dado origem ao que alguns chamam de darkwave. Ainda e talvez entre as bandas mais conhecidas, até pelos não aprofundados no cerne gótico, além de Bauhaus, estejam ainda The Cure e Joy Division.
Robert Smith liderou a banda, inicialmente chamada The Easy Cure, e permaneceu nela desde
Ian Curtis (Joy Division)sempre. Seu estilo é algo um tanto indefinível, mas como já foi citado, nem todas as bandas góticas se definem assim. Pós punk era uma definição bem usada - por surgir depois do auge do punk rock. Na verdade o Cure teve várias fases. O primeiro álbum Three Imaginary Boys, de 1979, teve uma turnê de promoção que os levou a serem convidados para serem a banda de suporte para a banda Siouxsie And The Banshees, banda também bastante conhecida na cena punk e pós punk, com o vocal feminino de Siouxsie Sioux. Robert Smith fora o guitarrista da banda durante sua fase punk; poucas bandas conseguiram fazer uma transição de fases tão bem quanto os Banshees, saindo do punk e se tornando um exponencial gótico. Boys Don't Cry, quando foi lançado em 1980, não obteve o sucesso esperado; só em 1986 tornou-se um hino da banda. Músicas como Friday I´m in Love, Lovesong, Lullaby e A Letter to Elise, foram outros de seus grandes sucessos. A música dos The Cure tem sido categorizada como rock gótico, subgénero do rock alternativo, como uma das principais bandas, no entanto, Robert Smith disse em 2006 que, "é patético quando o 'gótico' ainda se cola ao nome The Cure", considerando o sub-género "incrivelmente estúpido e monótono. Verdadeiramente lastimoso".[1]
O Joy Division, de Manchester, também possui várias influências de estilos, ainda que com uma bateria de certa austeridade militar executada por Stephen Morris, e o que alguns produtores definiriam como death disco,[carece de fontes?] letras significativas em contraste com uma batida compulsória inclinada à dança; algumas músicas possuem toques eletrônicos e para finalizar os vocais reverberados de Ian Curtis. Músicas como Love Will Tear Us Apart, She´s Lost Control, Transmission, New Fades Dawn e Isolation falam por si só. A banda só conseguiu gravar quatro discos, sem contar compilações, extras ou ao vivo e singles, e dois deles são de estúdio, gravados entre 77 e 80. Por Ian sofrer de epilepsia e ter sérios problemas conjugais foi levado a uma depressão que culminou em suicídio – em suas palavras: “tudo isso é muito ruim, preferia estar morto agora” - em 18 de maio de 1980. Sem aquela voz, o Joy nunca mais seria o mesmo. Mudaram sua sonoridade e letras, formando o New Order ("Nova ordem"), nome que visava explicitar a mudança. A banda se distanciou do genêro que a consagrou com algo bem diferenciado, alinhado à house e comercializável, mas não deixa de agradar muitos membros da subcultura gótica até hoje.
[editar] Outros estilos incorporados à cena
O gothic rock/darkwave é com certeza a música e um dos elementos que mais caracteriza a cena gótica. Mas com a sua evolução outros estilos musicais foram se integrando mais à subcultura e se fundindo mais a ele, que embora possam às vezes ser abordados de maneira distinta já parecem também coisas inseparáveis uma das outras. Quando exportado para os americanos o rock gótico chegou da Inglaterra para se tornar o death rock. Na Inglaterra a Batcave, club centro da disseminação desse estilo, abrigava noites regadas ao som de bandas como o Specimen e o Bauhaus. Nos Estados Unidos o estilo também ganhou várias casas e uma contraparte típica, o Christian Death. Talvez por isso os dois estilos sejam tão inseparáveis e se diz que são irmãos que se detestam, mas se amam no fim das contas. Mas as bandas como essas podiam se encaixar perfeitamente no rótulo gótico. Enquanto que o death rock, como é conhecido hoje, é povoado de zumbis, humor negro, carnificina, ferimentos, necrofilia e todo tipo de brincadeira com a morte, inspirado em filme de terror de orçamento baixo. Exemplos de bandas são: Misfits (também ligados ao punk rock), Samhain, 45 Grave, Zombina and The Skeletones, Cinema Strange (Ver Death rock).
Um advento que tomou a cena alternativa de 1990 era chamado Industrial, esse tipo de música já havia sido muito bem vindo pelo gótico no fim dos anos 80, a paixão pelo sombrio novamente fez a união. Os góticos, como se sabe, podem olhar para o passado com uma nostalgia irônica, (pois a era vitoriana é transformada em um ambiente muito propício e aconchegante para isso, mas como se sabe, as coisas não são bem assim) já o industrial olha para o futuro com um pessimismo baseado no presente. O industrial legitimo era um acontecimento musical que já havia acontecido vinte anos antes mais ou menos. Eram trabalhos que colocavam em questão até que ponto existiria musicalidade, na arte de fazer barulho. Os artistas desse movimento podiam usar qualquer coisa que fosse ruidosa, alterada e misturada eletronicamente de forma desincronizada para parecer com nada que fosse entretenimento à cultura popular. Podem ser citados aqui os experimentalistas eletrônicos do Cabaret Voltaire, a cozinha destruidora de Monte Cazazza e os concertos que mais pareciam um ataque à queima roupa do Throbbing Glistle. Dessa forma a música underground dançante feita para animar clubs de meados de 90 recebeu o rótulo de Industrial também, “ A única coisa que temos em comum é o fato haver barulho na minha música e também haver barulho na deles”, diz o vocalista do Nine Inch Nails (banda que propagou o gênero) Trent Reznor. O gótico preza o feminino, ou o andrógino, a beleza, o poético, o teatral, etc. e a música eletrônica industrial é agressiva, masculina, raivosa, barulhenta, informatizada, cientifica e etc. e tal. Logo se percebe uma união onde os opostos se completam então. Desse casamento surgiram os cybergoths e rivetheads como abrigado da subcultura gótica (embora algunsrivetheads a consideram uma cultura a parte). O fato é que a música gótica hoje tem traços da integração industrial por todos os lados, muitas bandas utilizam baterias eletrônicas apenas, também samples e sintetizadores, que podem substituir qualquer instrumento, desse moda a cena gótica recebe muito bem as novas tecnologias sem afetar qualquer seus aspectos, apenas se revolucionando mais ainda.
[editar] Desambiguação
Discutir o que vem a ser ou não gótico/darkwave, em termos musicais, é uma das principais preocupações decorrentes na subcultura. Alguns artistas acabam desacreditados por tomarem uma postura que às vezes lhes faz serem vistos como meras armações da mídia, o principal fator é a saída do underground, são poucos os que conseguem se postar confortavelmente entre o sucesso de vendagens e a isenção de traição. Mas no que diz respeito ao heavy metal Gavin Badelley, em seu livro Gothic Chic, comenta que muitos góticos acham que trata-se da antítese grosseira, ignorante, machista e pretenciosa de tudo o que eles prezam através da música. No entanto, alguns admitem ser a banda Black Sabbath de grande importância para o estilo, que influenciou e ainda influencia diversas bandas da categoria. Seu primeiro álbum, intitulado com o nome da banda, tráz a descrição de um rito satânico pontuado por efeitos tempestuosos e dobrar de sinos, a capa ainda atrás uma garota pálida vestida de preto em um terreno doentiamente ocre. Também muitos góticos apreciam o som baseado em raízes agressivas, mas concentrado em um ambiente árido e sombrio assemelhado ao de dark ambient, como temas poesia romântica e nostalgia medieval, o Doom Metal talvez seja o elo perdido entre os dois estilos aqui discutidos. Mas paralelos são paralelos, comparações e aproximações à parte, nem a música, nem a subcultura gótica, por conseqüência, sofreram uma união que se seria conhecida como Gothic Metal. O gothic rock aborda com freqüência temas espirituais como o xamanismo e a cultura indígena sob uma ótica atemporal ou temas cotidianos e introspectivos sob uma ótica urbano-contemporânea, além de ter suas bases estilísticas voltadas ao rock and roll e a música pop; o gothic metal, ao contrário, aborda a época medieval e o heroísmo romântico e suas bases são o gênero metal e a música clássica. Bandas de Metal são bandas de Metal em sua essência, apenas utilizam alguns poucos elementos da música e cultura gótica, agradem a quem agradar, o público gótico ou headbanger. E se foi usada dessa conviniência para forjar um casamento mítico para cair nas graças do culto mainstream, isso sim pode ser chamado de armação da mídia. Não confundir também o Gothic rock com o post-punk, vertente do rock dos anos 80 caracterizada pelo ritmo monolítico, influências do art rock e temáticas como filosofia existencialista (ex.: Joy Division, Echo & the Bunnymen, The Cure, The Fall, Suicide e, em parte, The Smiths), mas contendo mais experimentalismos musicais (inclusive ligados ao krautrock e ao proto-punk), sem as limitações de um rótulo determinado, como ocorre no rock gótico. Outro equivoco que vem ocorrendo é classificarem o Lacrimosa (banda influente do chamado Gothic Metal) de rock gótico/darkwave.
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